Desabafo

22/08/2016 – segunda-feira

Oi, meus leitores amados!
Aqui estou eu para mais uma historinha sobre meu dia a dia, só que hoje eu não só vim contar história, mas também desabafar, porque sei que vocês são meus amigos e não irão se importar em me ouvir um pouquinho, né mores? Então… Eu ando meio sumida e não é à toa. Na verdade, ando sem ânimo pra tudo, numa bad horrível, não consigo mais ter ideias, não consigo mais ter criatividade e confesso que só ando me esforçando para atualizar minhas redes sociais por causa de vocês, meus leitores que amo, que sempre me acompanham seja aqui ou em outro lugar, que sempre me dão forças pra continuar, me elogiando e me enchendo de carinho. Muito obrigada à todos, de coração. ❤ Eu não queria estar assim, mas quem dera que a gente podesse escolher como a gente vai se sentir todos os dias, como vamos viver cada momento… Sei que é uma fase e acredito que ela vai passar assim que conseguir resolver tudo que está me deixando tão pra baixo.

Hoje, enquanto fiquei algumas horas sozinha, como em todos os dias, sentei na escada e comecei a pensar em tudo o que está me deixando mal. E fiquei mais mal ainda por não saber o que fazer e por estar sozinha nesse momento. Comecei pensando no fato de estar há bastante tempo morando com meus sogros, por ainda não ter dinheiro o suficiente para ter uma casa própria ou alugar aquela casa que falei para vocês lá no primeiro post. Gente, eu não sou rica, sério! haha… só sabemos economizar para viver melhor. Isso com um tempo começou a me incomodar porque quem não quer ter a sua própria casa para ter privacidade e se sentir mais a vontade, não é mesmo? E morando na casa dos outros, nunca será a mesma coisa porque no começo é tudo lindo, mas com o tempo começam as indiferenças, algumas discussões, indiretas, olhares tortos e a sensação de “estranha no ninho”. Ouvir certas coisas calada é a pior delas e aceitar atitudes que você não concorda, pior ainda. Tudo porque nada te pertence, ninguém te defende ( às vezes nem mesmo quem deveria estar do nosso lado acaba ficando do lado da família, que pesa mais na balança na hora de uma discussão ) e é aí que o mundo desaba, sozinha, sem ninguém pra te defender, longe da família. Só nos resta chorar, e foi o que eu fiz.

O Ryan chegou da escola, me viu triste na escada e sentiu que eu não estava bem. Foi até o quarto, trocou de roupa e colocou o gorro do ursinho feliz. Ele segurou a minha mão e me tirou dali, daquele lugar que me deixava triste.

– Mãe, eu não gosto de ver a senhora triste porque eu também fico triste, por isso fui pegar o Felicio pra poder ele me deixar feliz e eu conseguir deixar a senhora feliz também.

Gente, nessa hora tive que me segurar para não desabar, mas como ele estava se esforçando para me deixar feliz, tratei de colocar um sorriso meio forçado no rosto e dizer que estava bem melhor. Ele queria saber o motivo de eu estar chorando, mas achei melhor não envolver certos assuntos dos quais ele ainda não vai entender e só irão confundir a cabecinha dele. Então disse que estava com saudades da nossa família em Windenburg, principalmente da minha avó e esse também não deixa de ser mais um fato que me deixa super deprê, estar longe dela, dos amigos, da minha cidade natal, sinto muita falta de tudo de lá e não vejo a hora de ir visitá-los, matar a saudade desses 3 anos longe. Saudade dói muito! Mas infelizmente ainda não estou podendo fazer isso.

Eu ainda fiquei triste pelo resto do dia, tentando me animar quando o Ryan estava por perto, porque as coisas realmente não estão boas aqui. O Bernardo chegou do trabalho e nós tivemos uma conversa. Falei tudo o que estava sentindo, sobre como estava me sentindo diante de algumas atitudes da família dele ( só lembrando que eles são maravilhosos, sou muito grata por tudo que estão fazendo por mim e pelo meu filho, mas o meu sangue não corre na veia deles, não sou família de verdade ) e ele entendeu, disse que vai tentar mudar algumas coisas daqui pra frente pra eu me sentir melhor e vai o mais rápido possível fazer com que a gente tenha o nosso próprio lar, mesmo que seja alugado, ele disse que vai conseguir. Com isso, fiquei mais calma, confiante de que iria sair dessa situação o quanto antes e que as minhas inspirações e o meu ânimo irá voltar quando eu menos esperar. Ele me abraçou forte, fez um carinho no meu rosto e disse:

– Meu amor, a gente vai conseguir, eu prometo!

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3 comentários sobre “Desabafo

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